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Entendendo o Dever Fiduciário

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@odus · 1 de mar., 18:57

Nota do Autor

李录在24年末的演讲中强调了受托人人责任,第一次听说这个概念

Resumo da conversa

A ausência do dever fiduciário levou a riscos sistêmicos no mercado financeiro chinês, forçando investidores a jogos de curto prazo, transformando instituições financeiras em 'casas de penhor' e 'cafetinas', agravando a bolha imobiliária com alocação inadequada de capital e prejudicando a transformação da economia real.

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Crítica ao Pensamento Chinês ModernoDefesa do capitalismo e correntes de pensamento

Conversa

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odus

Somente aqueles que realmente possuem responsabilidade fiduciária podem gerar crédito, e somente quando cada elo da cadeia possui intermediários confiáveis é que se pode gerar crédito no mercado financeiro como um todo. Livre concorrência, seleção natural, somados a uma regulação legalizada e prática de longo prazo, podem produzir um mercado financeiro verdadeiramente eficiente e confiável.

Assistente de IA

O que essa frase significa

Este parágrafo revela profundamente a lógica central do mercado financeiro — como o "crédito" nasce e se mantém.

Ele leva o alicerce do mercado financeiro do nível micro "indivíduo" até o nível macro "sistema". Em termos simples, este parágrafo expressa a seguinte ideia central: A essência das finanças é o crédito, e o estabelecimento do crédito depende da ação conjunta de "consciência" (responsabilidade fiduciária), "transmissão" (cadeia de intermediários) e "ambiente" (sistema e concorrência).

Para que você entenda de forma mais intuitiva, podemos dividir este parágrafo em três níveis:

1. Nível micro: a fonte do crédito é a "responsabilidade fiduciária"

"Somente aqueles que realmente possuem responsabilidade fiduciária podem gerar crédito"

  • Significado: A indústria financeira, em essência, está administrando o dinheiro dos outros (seja um gestor de fundos, banqueiro ou executivo de empresa).

  • Conceito-chave: Responsabilidade Fiduciária (Fiduciary Duty). Isso não é apenas "ser responsável", mas sim uma obrigação legal e moral de colocar os interesses do cliente acima dos seus próprios.

  • Interpretação: Somente quando a pessoa que administra o dinheiro não está apenas interessada em ganhar taxas de administração, mas respeita verdadeiramente a riqueza alheia, como se fosse sua, é que a "confiança" mais primitiva pode surgir. Sem esse profissionalismo, por mais perfeito que seja o contrato, o crédito é ilusório.

2. Nível médio: a transmissão do crédito depende da "integridade da cadeia"

"E somente quando cada elo da cadeia possui intermediários confiáveis é que se pode gerar crédito no mercado financeiro como um todo."

  • Significado: As transações financeiras geralmente são longas e envolvem muitas etapas (por exemplo: investidor -> banco -> auditoria -> agência de rating -> empresa de capital aberto).

  • Interpretação: O mercado financeiro é um ecossistema.

  • Se a empresa de capital aberto frauda, mas o auditor é confiável, o problema pode ser detectado.

  • Se a empresa é honesta, mas o banco de investimento engana, o investidor ainda sai perdendo.

  • Efeito do barril: Se um elo da cadeia (por exemplo, agência de rating que classifica mal, escritório de contabilidade que faz balanços falsos) não for confiável, todo o sistema de crédito do mercado desmorona, levando a riscos sistêmicos (como a crise do subprime de 2008).

3. Nível macro: a seleção do crédito depende da "concorrência e do estado de direito"

"Livre concorrência, seleção natural, somados a uma regulação legalizada e prática de longo prazo, podem produzir um mercado financeiro verdadeiramente eficiente e confiável."

  • Significado: Apenas a moralidade das pessoas (responsabilidade fiduciária) não é suficiente; é necessário um mecanismo para punir os maus e recompensar os bons.

  • Três elementos:

  1. Livre concorrência/seleção natural: O mercado deve ser implacável. Empresas que fazem balanços falsos devem falir, fundos que agem de forma irresponsável devem fechar. Se os maus não forem eliminados, devido ao "dinheiro ruim expulsa o bom", as pessoas confiáveis acabam prejudicadas.

  2. Regulação legalizada: Deve haver leis rigorosas como linha de base. O custo de fazer o mal deve ser maior que o benefício, para que o crédito se torne "valioso".

  3. Prática de longo prazo: O crédito não se constrói em um dia; precisa de tempo para se consolidar. A maturidade de um mercado requer a passagem por ciclos.


Resumo

Este parágrafo, na verdade, critica ou reflete sobre fenômenos financeiros que são "superficialmente prósperos, mas sem fundamento".

Ele nos diz: um mercado financeiro saudável não pode ser medido apenas pelo volume de transações, mas sim por:

  1. As pessoas têm consciência profissional (responsabilidade fiduciária);

  2. As instituições exercem controle em cada etapa (cadeia de intermediários);

  3. O sistema permite que os fraudadores sejam eliminados (seleção natural e estado de direito).

Se faltar qualquer um desses elos, a chamada "inovação financeira" ou "prosperidade do mercado" pode ser um castelo construído na areia.

Você está estudando políticas de regulação financeira ou analisando algum caso de negócio específico (como um produto financeiro que deu problema) quando viu essa frase?

odus

Por que somente aqueles que realmente possuem responsabilidade fiduciária podem gerar crédito?

Assistente de IA

Esta é uma pergunta muito profunda, que toca o cerne das finanças — o "Problema Principal-Agente" (Principal-Agent Problem).

Em termos simples: confiar seu dinheiro a outra pessoa (a essência das finanças) é algo extremamente contrário à natureza humana. Somente a "responsabilidade fiduciária" pode resolver esse problema contraintuitivo, permitindo que o "crédito" nasça.

A seguir, a lógica profunda detalhada:

1. Dilema central: por que temos medo de quem "ajuda a administrar o dinheiro"?

No mundo financeiro, quando você confia seu dinheiro a um gestor de fundos, banco ou executivo de empresa, existem naturalmente dois grandes buracos negros que fazem você não ousar confiar neles:

  • Assimetria de Informação (Information Asymmetry): Ele é o especialista, você é leigo. Ele sabe que o investimento é arriscado, mas diz que é "seguro". Você não pode verificar.

  • Risco Moral (Moral Hazard): Se ganhar, ele recebe comissão; se perder, você arca com o prejuízo (O.P.M. - Other People's Money). Sem restrições, o instinto humano o leva a apostar, em vez de proteger seu capital.

Sem a "responsabilidade fiduciária", isso é um jogo de soma zero ou mesmo um golpe. Nesse ambiente, ninguém ousa colocar dinheiro, e o crédito (Credit) naturalmente não pode surgir.

2. O caminho para quebrar o impasse: a responsabilidade fiduciária é o "conservante da confiança"

A "Responsabilidade Fiduciária" (Fiduciary Duty) não é um contrato simples; é o mais alto padrão legal e moral. Ela gera crédito ao reverter forçosamente a assimetria mencionada:

A. Resolvendo "por que eu deveria confiar em você" — Dever de Lealdade (Duty of Loyalty)

A responsabilidade fiduciária exige: o fiduciário deve colocar os interesses do cliente acima dos seus próprios.

  • Relação comercial comum: O vendedor pode exaltar seu produto, e o comprador precisa avaliar por conta própria (caveat emptor).

  • Relação fiduciária: O médico não pode receitar remédios desnecessários para ganhar comissão. O fiduciário financeiro, se houver conflito entre "ajudar o cliente a ganhar dinheiro" e "ganhar sua própria comissão", deve escolher o primeiro.

  • Resultado: Esse "altruísmo" forçado por lei permite que o investidor ouse entregar seu dinheiro de olhos fechados. Ousar entregar o dinheiro é a geração do crédito.

B. Resolvendo "você está fazendo bagunça?" — Dever de Diligência (Duty of Care)

Não basta ter boas intenções; é preciso ter competência. A responsabilidade fiduciária exige que o fiduciário seja tão cuidadoso "como se estivesse administrando seu próprio dinheiro".

  • Resultado: Isso não é apenas um apelo moral, mas uma linha de base legal. Se o fiduciário fizer investimentos imprudentes e causar perdas, ele enfrenta multas pesadas ou até prisão. Esse medo de fazer bagunça se traduz em segurança para o investidor.

3. Lógica visual: como o crédito é "fabricado"

Para tornar esse processo mais intuitivo, desenhei o gráfico abaixo, mostrando a transformação da "desconfiança" em "crédito":

  • Lado esquerdo (sem responsabilidade fiduciária): O detentor do capital (Principal) enfrenta enorme incerteza, não ousa emprestar/investir, e a cadeia de crédito se rompe.

  • Lado direito (com responsabilidade fiduciária): A responsabilidade fiduciária (Fiduciary Duty) age como uma ponte, eliminando o risco de "bagunça" por meio de punições legais e restrições morais, permitindo que o capital flua com segurança para o agente (Agent), e o crédito (Credit) nasce.

4. Por que cada elo da cadeia precisa? (Crédito sistêmico)

Os produtos financeiros geralmente são complexos, como uma longa corrente: 储户 -> 银行 -> 基金公司 -> 托管行 -> 上市公司 -> 审计机构

  • Se a empresa de capital aberto tem responsabilidade fiduciária (gere bem), mas a auditoria não (recebe dinheiro e carimba), então os demonstrativos financeiros são papel velho, e o investidor ainda não ousa investir.

  • Se a auditoria é diligente, mas o gestor do fundo faz insider trading (negociações privadas), o dinheiro do investidor ainda pode ser desviado.

Conclusão: Se em qualquer elo da cadeia alguém acha que "não precisa se responsabilizar pelo dinheiro dos outros", toda a confiança da cadeia desmorona instantaneamente (como no caso Enron, estouro de P2P).

Resumo

"Somente aqueles que realmente possuem responsabilidade fiduciária podem gerar crédito" significa:

As finanças não funcionam com base em "dinheiro", mas sim na crença "Acredito que você não vai me enganar". E a responsabilidade fiduciária é a garantia legal e moral que permite que você ouse confiar em um estranho e confiar a ele sua vida e seu patrimônio. Sem ela, o mercado financeiro é um cassino.

Próximo passo: Se você tiver interesse em um caso específico de estouro financeiro (como um produto de trust ou escândalo de empresa de capital aberto recente), posso ajudá-lo a analisar, sob a perspectiva da "responsabilidade fiduciária", em qual elo a coisa desmoronou.

odus

De onde vem a responsabilidade fiduciária? Parece que deveria ser algo raro.

Assistente de IA

Seu instinto é muito aguçado, e você tocou no "ponto sensível" desse conceito.

A Responsabilidade Fiduciária (Fiduciary Duty) realmente não é uma "configuração de fábrica" do ser humano; ela foi forçada a existir.

Sua sensação está correta porque, no nível biológico, os seres humanos são egoístas. Exigir que alguém "coloque os interesses dos outros acima dos seus" vai completamente contra o instinto humano. Portanto, na natureza, isso é realmente "raro".

O fato de hoje ser o pilar das finanças é resultado de uma história cheia de traições e lágrimas. A história de origem mais clássica remonta às Cruzadas na Idade Média.

1. História de origem: cavaleiros, amigos e traição

O nascimento da responsabilidade fiduciária não ocorreu porque todos eram nobres, mas justamente porque havia muitos bandidos.

Cenário: Inglaterra do século XII

Imagine que você é um cavaleiro inglês, atendendo ao chamado do Papa para lutar em Jerusalém (Cruzadas). Você pode ficar fora por três a cinco anos, ou até não voltar. O que fazer com suas vastas terras, castelo, esposa e filhos?

  • BUG legal da época: O direito comum inglês (Common Law) era muito rígido. A propriedade da terra precisava ter um nome definido. Se você fosse embora e quisesse que outro administrasse, precisava transferir temporariamente a escritura para ele.

A tragédia acontece

Você escolhe seu melhor amigo, transfere a terra para ele e diz: "Irmão, vou embora. Cuide do aluguel e da minha esposa. Quando eu voltar, devolva a terra." Você volta após escapar por pouco da morte e descobre que o amigo está morando em seu castelo, dormindo em sua cama, e mostra a escritura dizendo: "Esta é minha terra, está claro na lei."

Você vai ao tribunal, mas o juiz do direito comum diz: "A escritura está no nome dele. Não me importo com promessas verbais; só vejo documentos."

Nascimento do sistema: Direito da Equidade (Equity)

Muitos cavaleiros foram enganados e foram reclamar com o rei. O rei encarregou o Lord Chancellor (Grão-Chanceler) de resolver. O Chanceler geralmente era um clérigo (arcebispo) que não olhava apenas para as "cláusulas", mas para a "consciência" (Conscience).

O Chanceler decidiu:

"Embora a escritura esteja em seu nome (propriedade no direito comum), sua consciência sabe que a terra é de outro. Portanto, você deve, como fiduciário (Trustee), manter esta terra em benefício do cavaleiro e sua família."

Este é o embrião da "responsabilidade fiduciária". Ela não surgiu naturalmente, mas foi criada à força pelo Direito da Equidade para tapar brechas legais e combater a ganância humana.


2. Por que você sente que é "raro"?

Sua sensação está correta: pessoas com essa estatura moral são realmente raras. Mas o mercado financeiro não pode depender de "santos", então a lei moderna fez uma "troca de conceitos":

Transformou uma "qualidade moral" rara em uma "obrigação legal" universal.

A. Viés de sobrevivência (notícias ruins viajam longe)

Você acha raro porque "desempenho normal" não vira notícia.

  • Todos os dias, bilhões de trusts, fundos e diretores de empresas operam normalmente. Eles não fogem com o dinheiro nem viram manchete, assim como você não nota o semáforo funcionando.

  • Quando um Xu Jiayin ou Madoff viola a responsabilidade fiduciária, vira um escândalo enorme. Isso cria a ilusão de que "há golpistas em toda parte".

B. É antinatural, então precisa de "leis severas"

Justamente por ser raro depender da consciência, a lei estabeleceu a responsabilidade fiduciária como a mais alta obrigação civil.

  • Inversão do ônus da prova: Em ações comuns, quem alega deve provar. Mas em ações fiduciárias, se suspeito que você mexeu no meu dinheiro, você deve provar sua inocência, ou perde.

  • Não só o resultado, mas o processo: Mesmo que você tenha me feito ganhar dinheiro, se recebeu comissão oculta sem me contar, ainda violou a responsabilidade fiduciária e deve devolver a comissão.

3. Um gráfico para entender como a "confiança" é forçada a existir

Já que a natureza humana não é confiável, como transformamos a "consciência" rara em "crédito" universal?

  • Estágio 1 (natureza humana): Egoísmo. O amigo do cavaleiro quer tomar a terra. A confiança não surge naturalmente.

  • Estágio 2 (apelo moral): A Igreja diz "você vai para o inferno". Mas não adianta; o amigo toma mesmo assim.

  • Estágio 3 (violência legal): O Direito da Equidade intervém. O Chanceler diz: "Você pode tomar, mas vou prendê-lo até devolver."

  • Resultado: O amigo é forçado a gerar "crédito". Ele não precisa ser bom; só precisa temer a lei.

Resumo

A responsabilidade fiduciária é realmente rara, se vista como um traço de caráter. Mas ela é onipresente, se vista como um medo.

O mercado financeiro funciona não porque os gestores de fundos se tornaram santos, mas porque o sistema legal evoluído desde as Cruzadas elevou o custo da "quebra de confiança" a um nível insuportável para a pessoa comum.

Portanto, mais do que procurar "pessoas com responsabilidade fiduciária", estamos procurando "pessoas que, em um ambiente com regulação legal, não ousam ser irresponsáveis".

odus

A implementação da responsabilidade fiduciária na China é boa?

Assistente de IA

Vou direto à conclusão: se em um sistema de avaliação de 0 a 100, o "dever fiduciário" da China atualmente só consegue cerca de 50-60 pontos.

Ele está passando por uma estranha adolescência, onde "as leis já estão bem escritas, mas a prática e a mentalidade ainda não acompanharam".

Podemos analisar essa situação por três dimensões:

1. Aspecto Legal: Antes era "sem lei para recorrer", agora é "ter arma mas não usar"

Se fosse há dez anos, sua pergunta teria como resposta "quase nenhum". Mas agora, o arcabouço legal da China já está bastante bem montado.

  • Avanço: A nova Lei das Sociedades Anônimas, implementada em 2024, as revisões anteriores da Lei de Valores Mobiliários e a famosa "Nova Regulamentação de Gestão de Ativos" já incluíram o "dever fiduciário" (incluindo dever de lealdade e dever de diligência) nos artigos legais.

  • Ponto embaraçoso: Embora a lei determine que o fiduciário deve ser responsável, os precedentes judiciais ainda são insuficientes.

  • Nos EUA, se um diretor age mal, os acionistas podem mover uma ação coletiva (Class Action) que o leva à falência.

  • Na China, embora o caso Kangmei Pharmaceutical tenha aberto um precedente com a "ação representativa especial", na maioria das vezes, quando um acionista sofre prejuízo porque o gestor "embora não tenha violado a lei, foi extremamente irresponsável", ainda é muito difícil ganhar a ação. Os juízes ainda são muito cautelosos ao decidir "o que é erro de negócio e o que é violação do dever fiduciário".

2. Aspecto de Mercado: O maior aberrante — "Garantia de Retorno" (Rigid Payment)

Este é o maior obstáculo ao desenvolvimento do dever fiduciário na China.

  • Lógica normal: Eu te dou meu dinheiro (fiduciário), você o administra com responsabilidade. Se perder por causa do mercado, eu aceito; se perder por má gestão sua, você me compensa.

  • Lógica chinesa (Garantia de Retorno): O investidor não se importa com o "dever fiduciário", só quer "garantia de principal e juros".

  • As empresas fiduciárias, para vender produtos, mesmo que o projeto esteja ruim, pegam dinheiro novo para pagar o antigo (ou seja, a "garantia de retorno").

  • Resultado: Já que se houver prejuízo a empresa cobre, o gestor do fundo não precisa ser "honesto" com o investidor, ele só precisa ser "obediente" à empresa. Quando "isenção de responsabilidade por diligência" não existe, e todo mundo está jogando o jogo do "batata quente", o dever fiduciário vira piada.

  • Boa notícia: A "Nova Regulamentação de Gestão de Ativos" está forçando o fim da garantia de retorno, o que na verdade está forçando o retorno do verdadeiro dever fiduciário. Só permitindo "vendedor responsável, comprador assume risco" é que o dever fiduciário terá solo para existir.

3. Aspecto Cultural: Ainda é pensamento de "canal", não de "mordomo"

Em muitas instituições financeiras chinesas, elas se veem não como "mordomos", mas como "intermediários que passam dinheiro".

  • Negócio de Canal (Channel Business): Muitos bancos, trustes e corretoras apenas emprestam sua licença para ajudar outros a movimentar dinheiro.

  • Parte A: Quero emprestar dinheiro para a Parte B, mas a conformidade não permite.

  • Parte C (Truste/Gestora): Me dê uma taxa, eu finjo lançar um produto e transfiro o dinheiro para você.

  • Problema: Nesse tipo de negócio, o fiduciário é essencialmente uma máquina de carimbar, não há nada de "gestão prudente" ou "melhor interesse". Quando algo dá errado, todo mundo começa a discutir: "Eu sou só um canal, por que você quer que eu assuma o dever fiduciário?"

Resumo: Em que estágio estamos

Usando o exemplo anterior do "cavaleiro e o amigo" para ilustrar a situação atual da China:

  1. Lei (Rei): Já promulgou um decreto dizendo "apropriar-se da propriedade do amigo dá cadeia".

  2. Fiduciário (Amigo): Concorda na aparência, mas pensa "o juiz raramente condena mesmo, e o vizinho também faz isso".

  3. Cliente (Cavaleiro): Também não se importa muito com o caráter do amigo, só quer saber "você pode me dar uma garantia por escrito de que, não importando se eu ganhar ou perder a guerra, quando eu voltar você me dará o dobro da terra?".

Quando se pode dizer que está "bem implementado"?

  • Quando um gestor de fundos não precisar se desculpar por "ter sido diligente mas ter tido prejuízo";

  • E, ao mesmo tempo, outro gestor de fundos for banido do setor por "ter ganhado dinheiro mas nem sequer divulgado um conflito de interesses";

  • E os investidores aceitarem ambos os resultados.

O dever fiduciário na China ainda pode levar de 5 a 10 anos para chegar a esse dia.

odus

Então, que problemas a falta de responsabilidade fiduciária na China pode causar?

Assistente de IA

Esta é uma pergunta muito séria e também muito realista. Se a responsabilidade fiduciária é o "sistema imunológico" do mercado financeiro, então o estado atual de "baixa imunidade" na China está causando várias complicações.

A falta de responsabilidade fiduciária não é apenas "o investidor perder dinheiro"; ela está sistematicamente reduzindo a eficiência operacional de toda a economia chinesa. Podemos ver essas "doenças" em três níveis: micro (indivíduo), médio (setor) e macro (país):

1. Nível micro: transforma investidores em "apostadores" e "otários"

Quando o povo não acredita que as instituições financeiras vão agir de boa-fé, o comportamento de investimento se distorce.

  • Aposta de curto prazo (mentalidade de otário): Já que não acredito que você vai administrar meu dinheiro a longo prazo como se fosse seu, também não ouso manter o investimento por muito tempo. Resultado: o período de retenção de fundos na China é muito curto; todo mundo faz "swing trade".

  • Consequência: "Fundo ganha dinheiro, cotista perde". Porque o fiduciário (canal de distribuição), para ganhar taxa de subscrição, até induz o cliente a resgatar e comprar novos com frequência.

  • Moeda ruim expulsa a boa: Os gestores "honestos" que fazem pesquisa aprofundada e mantêm valor, por não terem desempenho explosivo no curto prazo, não são comprados; enquanto os gestores agressivos, que até apostam em setores arriscados (apostar em trilhas, concentrar), são colocados no altar.

  • Consequência: O mercado recompensa o "jogo" e pune a "racionalidade".

2. Nível médio: instituições financeiras degeneram em "casas de penhores" e "cafetões"

Por falta de "confiança" baseada em responsabilidade fiduciária, as instituições financeiras perdem a capacidade central de precificação e só usam "moeda forte" para controle de risco.

  • Mentalidade de casa de penhores (ênfase em garantias, desprezo por crédito): Os bancos não confiam nas perspectivas operacionais das empresas (não acreditam que o fiduciário pagará com responsabilidade), então só olham quantas casas e terrenos a empresa tem como garantia.

  • Consequência: Empresas de alta tecnologia e inovação com poucos ativos (justamente as que o país precisa para a transformação) têm dificuldade de obter financiamento por não terem imóveis para dar em garantia.

  • Negócio de canal predomina (cafetão): Como dito antes, muitos trusts e gestoras de corretoras se tornam "canais". Ninguém quer assumir responsabilidade fiduciária; todos querem dinheiro fácil.

  • Consequência: O dinheiro gira no sistema financeiro, sendo sugado em cada camada, e quando chega à empresa real, o custo de financiamento é assustadoramente alto (até 10%-15%). Como a indústria real pode prosperar?

3. Nível macro: acúmulo de risco sistêmico

Este é o mais assustador. A falta de responsabilidade fiduciária faz com que os riscos sejam "encobertos" em vez de "resolvidos".

  • "Lago de represamento" da Garantia de Retorno: Como o fiduciário (ex.: gerente de produtos financeiros) não cumpriu seu dever, quando algo dá errado, com medo de reclamações, ele usa "piscina de fundos" (emprestar novo para pagar velho) para esconder os calotes.

  • Consequência: Os calotes crescem como bola de neve. Na superfície, tudo parece tranquilo; quando a cadeia de capital quebra, é uma explosão nuclear (veja o estouro de algumas grandes empresas de gestão de riqueza, com centenas de bilhões desaparecendo em um instante).

  • Má alocação de recursos: O dinheiro não flui para as empresas mais eficientes, mas para onde há "fé na Garantia de Retorno" (como imóveis e plataformas de financiamento local nos últimos anos).

  • Consequência: A bolha imobiliária é inflada, enquanto as empresas que realmente fazem P&D sangram. Isso atrasa diretamente a transformação e modernização da estrutura econômica chinesa.

Resumo: diagrama do ciclo vicioso

Para mostrar essa lógica mais claramente, veja o ciclo vicioso abaixo:

  1. Ausência do fiduciário: A instituição não é responsável pelo cliente, apenas pelo volume de vendas.

  2. Colapso da confiança: O detentor do capital (povo/bancos) não ousa confiar em pessoas, só confia em "Garantia de Retorno" ou "garantias".

  3. Ações distorcidas: O dinheiro flui para imóveis (com garantia) ou esquemas Ponzi (falsa Garantia de Retorno).

  4. Indústria real prejudicada: Empresas boas não conseguem financiamento, inovação definha.

  5. Queda da taxa de retorno: No final, a taxa de retorno do mercado cai cada vez mais, agravando a mentalidade especulativa do primeiro passo.

Resumo em uma frase: A falta de responsabilidade fiduciária faz com que o mercado financeiro chinês, por maior que seja seu tamanho, nunca consiga se livrar da situação de "grande, mas não forte", e sempre tenha uma "espada de Dâmocles" de risco financeiro sistêmico pairando.

O que podemos fazer? Como investidor comum, já que sabemos que o ambiente é assim, precisamos aprender a nos proteger. Gostaria de saber como, nesse ambiente, uma pessoa comum pode identificar fiduciários (gestores de fundos ou consultores financeiros) que sejam "um pouco mais confiáveis"?

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